O sol está forte. Não tenho lá muita sorte.
Embora tema a morte. A noite ronda ao meu redor.
Penso no amanhã e uma casinha branca com um rio no fundo reluz no meu pensamento.
Ainda não é tempo de ir.
Não preciso ser franca. Não sou fraca.
Serei apenas o que o possível permitir. Estou sentindo falta de mim e você?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
À luz da dor. Alguma coisa esquenta aqui dentro.
Será pensamento? Será sentimento? É melancolia!
Achar que eu ia e não fui e não vou.
Achar que o mundo depende de mim e que meu encanto dura tanto quanto uma noite de verão sem fim;
Alô, alô paciência. Disco no tempo a saudade. Agora parece tarde, seja cedo, mais cedo que a solidão.
Será pensamento? Será sentimento? É melancolia!
Achar que eu ia e não fui e não vou.
Achar que o mundo depende de mim e que meu encanto dura tanto quanto uma noite de verão sem fim;
Alô, alô paciência. Disco no tempo a saudade. Agora parece tarde, seja cedo, mais cedo que a solidão.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Mas talvez um dia...
(inspiração dedicada a Tom Zé, grande mestre)
Vc acha td, eu não acho nada,
Vc pensa absurdo e eu na madrugada.
Vc acha errado,
Eu acho não sei.
Vc acha coisas,
Que sequer pensei
Vc pode estar certo ou talvez errado,
Eu não sei direito qual é o meu lado.
Vc acha lixo,
Pode até ser,
Eu não acho ainda,
Não quis entender.
Vc acha td eu não acho nada,
Não tenho teorias,
Sigo minha estrada,
Vc acha fim,
Eu acho só talvez,
Não há nada errado
Em tentar outra vez,
Mas na tentativa
Não tenho respostas,
Só estou disposta a continuar,
Certo ou errado,
É muito binário,
Existem outras formas da gente se amar.
Não faço o que tu queres,
Nem tb desprezo,
Eu apenas prezo
A poesia e o mar,
Mas o teu amor,
É o meu regresso,
É o meu “
start”,
Vou não faço ondas,
Sou da boêmia ,
mas talvez um dia.....
vá me aposentar.
Nereida
Vc acha td, eu não acho nada,
Vc pensa absurdo e eu na madrugada.
Vc acha errado,
Eu acho não sei.
Vc acha coisas,
Que sequer pensei
Vc pode estar certo ou talvez errado,
Eu não sei direito qual é o meu lado.
Vc acha lixo,
Pode até ser,
Eu não acho ainda,
Não quis entender.
Vc acha td eu não acho nada,
Não tenho teorias,
Sigo minha estrada,
Vc acha fim,
Eu acho só talvez,
Não há nada errado
Em tentar outra vez,
Mas na tentativa
Não tenho respostas,
Só estou disposta a continuar,
Certo ou errado,
É muito binário,
Existem outras formas da gente se amar.
Não faço o que tu queres,
Nem tb desprezo,
Eu apenas prezo
A poesia e o mar,
Mas o teu amor,
É o meu regresso,
É o meu “
start”,
Vou não faço ondas,
Sou da boêmia ,
mas talvez um dia.....
vá me aposentar.
Nereida
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Carta que não foi...
É a hora em que a saudade toca. Hora de delicadeza, em que as palavras buscam em mim encontrar um lugar, pois já perderam o sentido e não se podem explicar. Calo-me, espero, decifro.
Estou sentada à cama, olhando pela janela o céu de um azul intenso. Folhas verdes plantam bananeira nos meus olhos. Folhas de bananeira verdes.
Há pouco eu lia Drummond e lê-lo é sempre captar a forma irredutível de ser. O essencial, o efêmero, o eterno, a morte, amor-te. Mas a vida: respiro um ar de ausência. Tenho paciência.
Paciência é também uma forma de amar...
Tento escrever só por mim. Escrevo por você. Escrevo para você. Nem sei o que escrever, está tudo comprimido em meu coração-garrafa, alguma coisa querendo escapar. Dir-se-ia saudade, uma doença grave que não tem cura, se não fosse a loucura inevitável de você.
Estou eu a fazer um poema ?
Motivo.
Deus me ajude. Jamais invoquei o seu nome com tanta dor. Dor...vamos pensar em amor.
Eu te dou metade do que sou, sou eu, uma rosa precária a se nutrir de esperança. Essa insuportável esperança, vírus de mim desde criança. Ponho-me a correr pelas ruas e chove tanto e choram tanto...
Não choro mais.
Nunca me sentei em meu colo ou me disse, EU ME AMO. Nunca me desejei e no entanto, me desejo com você. Tal como é ou deve ser, ficou um pouco de sua saliva em minha boca, e do seu olhar em minha memória. Do seu jeito, da nossa história. Das suas mãos em meu corpo, inconformadas e sérias, a recolher em si a minha vontade contida.
É já tarde da tarde e os objetos confusos não sabem de nada. Mas estou acordada e sonhando, pensando em ti com unhas, pele, carne, alma...
Na água em que te bebo e se não beber, sou seca.
Quero que compreendas a vida, porque sofrerás sempre.
Trago uma palavra quase de amor, de perdão, para que o azul venha e beije sua testa, num beijo doce e sincero.
Tão frágil sinto-me agora, sorrindo me proponho a tentar e se eu morrer, morre comigo um certo modo de viver.
Pressinto o tempo fluir. Tenho mãos mais experientes e um coração mais cansado.
Muitas coisas me golpearam e foram morar fundo na epiderme. Cicatrizes, sombras aprendidas e esquecidas, exceto quando me lembro.
Perdoa dizeres tanto: é que antes o amor se guardava atrás da cerca de espinhos.
Um pedaço de ti rompe minha solidão, outros pedaços se guardam, dissolvidos à espera de composição.
O tempo que esperei não foi em vão. Eu esperei com esperança fria, calei meu sentimento e ele ressurge recompensado. Mas que não pare aí, que continue lutando pelo melhor a sentir.
Capaz de varrer o mundo e todas as indecisões nele contidas e cumprir seu destino de não ser mais uma dor e de tão somente ser amor, que vai se acumulando século após século e causa vertigem íntima aos que não vêem o invisível entre nós dois.
Silenciosamente deixo a caneta e algo de extraordinário aconteceu ao pensar em você.
...
março de 1995.
Estou sentada à cama, olhando pela janela o céu de um azul intenso. Folhas verdes plantam bananeira nos meus olhos. Folhas de bananeira verdes.
Há pouco eu lia Drummond e lê-lo é sempre captar a forma irredutível de ser. O essencial, o efêmero, o eterno, a morte, amor-te. Mas a vida: respiro um ar de ausência. Tenho paciência.
Paciência é também uma forma de amar...
Tento escrever só por mim. Escrevo por você. Escrevo para você. Nem sei o que escrever, está tudo comprimido em meu coração-garrafa, alguma coisa querendo escapar. Dir-se-ia saudade, uma doença grave que não tem cura, se não fosse a loucura inevitável de você.
Estou eu a fazer um poema ?
Motivo.
Deus me ajude. Jamais invoquei o seu nome com tanta dor. Dor...vamos pensar em amor.
Eu te dou metade do que sou, sou eu, uma rosa precária a se nutrir de esperança. Essa insuportável esperança, vírus de mim desde criança. Ponho-me a correr pelas ruas e chove tanto e choram tanto...
Não choro mais.
Nunca me sentei em meu colo ou me disse, EU ME AMO. Nunca me desejei e no entanto, me desejo com você. Tal como é ou deve ser, ficou um pouco de sua saliva em minha boca, e do seu olhar em minha memória. Do seu jeito, da nossa história. Das suas mãos em meu corpo, inconformadas e sérias, a recolher em si a minha vontade contida.
É já tarde da tarde e os objetos confusos não sabem de nada. Mas estou acordada e sonhando, pensando em ti com unhas, pele, carne, alma...
Na água em que te bebo e se não beber, sou seca.
Quero que compreendas a vida, porque sofrerás sempre.
Trago uma palavra quase de amor, de perdão, para que o azul venha e beije sua testa, num beijo doce e sincero.
Tão frágil sinto-me agora, sorrindo me proponho a tentar e se eu morrer, morre comigo um certo modo de viver.
Pressinto o tempo fluir. Tenho mãos mais experientes e um coração mais cansado.
Muitas coisas me golpearam e foram morar fundo na epiderme. Cicatrizes, sombras aprendidas e esquecidas, exceto quando me lembro.
Perdoa dizeres tanto: é que antes o amor se guardava atrás da cerca de espinhos.
Um pedaço de ti rompe minha solidão, outros pedaços se guardam, dissolvidos à espera de composição.
O tempo que esperei não foi em vão. Eu esperei com esperança fria, calei meu sentimento e ele ressurge recompensado. Mas que não pare aí, que continue lutando pelo melhor a sentir.
Capaz de varrer o mundo e todas as indecisões nele contidas e cumprir seu destino de não ser mais uma dor e de tão somente ser amor, que vai se acumulando século após século e causa vertigem íntima aos que não vêem o invisível entre nós dois.
Silenciosamente deixo a caneta e algo de extraordinário aconteceu ao pensar em você.
...
março de 1995.
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